Casas de apostas com ecoPayz 2026: o preço de cada depósito e levantamento

Updated Outubro 2026
Licensed
usAvailable in US
Fast payouts
18+ Only
Want more predictions?
Join our Telegram channel
Join

Uma conta ecoPayz parada há um ano perde 15 € sem aviso, e a conversão de moeda come 5% do saldo nos dois níveis de conta.

Um telemóvel e um cartão bancário lado a lado numa mesa de madeira, com algumas notas de euro ao lado
Segundo os termos de utilização, o fornecedor do ecoPayz é a EcoPayz Georgia LLC, registada na Geórgia com o número de empresa 406318916, com morada na Avtomshenebeli Street n.º 88, em Kutaisi.

30 de Outubro, 2026 — dados confirmados a 23 de outubro de 2026 e verificados contra os termos de utilização e a tabela de taxas do próprio ecoPayz, consultadas a 8 de outubro de 2026.

Jogo responsável: o limite que a lei não fixa e o registo que a law obriga

Há uma frase que se ouve demasiado em Portugal e que o jogo responsável corrige: que a lei põe um tecto ao valor que se pode perder. Não põe. O Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online não fixa nenhum limite em euros de aposta, de depósito ou de perda, e quem prometa um número nesse lugar está a inventar o que o regulador diz. O que a lei exige é outra coisa, mais útil e mais difícil de ignorar: um mecanismo. O plano de jogo responsável de cada operador tem de permitir ao jogador fixar os montantes que deposita e as apostas que coloca, e o SRIJ exige pelo menos um limite diário, semanal ou mensal.

Dizer que a lei não fixa um tecto é o mesmo que dizer que o tecto não existe. Só que ele existe, e é o que o apostador escolhe para si próprio quando abre a aplicação numa noite em que os resultados não Accompanhem. Um limite de 20 € por semana numa conta cujo histórico mostra três depósitos de 50 € não é uma restrição: é uma mudança de jogo, e a diferença entre as duas coisas é diferença entre continuar a apostar e parar.

O que é real, esse sim, e mede-se:

A diferença entre as duas exclusões é a diferença entre poder levantar o que se ganhou e vê-lo desaparecer com a conta. Quem já esteve do lado errado disto sabe que a pergunta a fazer antes de escolher não é «quando volto», é «para onde vai o saldo se eu já não quiser».

No lado dos limites, a regra aplica-se aos créditos de bónus como se fossem dinheiro: um limite que não conta o bónus é um limite que o bónus contorna. É a resposta do regulador a uma técnica simples — aceitar dinheiro promotional, apostar com ele acima do tecto auto-imposto e levantar o que a aposta produziu. O Apostador que aceita bónus com um limite activo não está a ser mais justo com a sua carteira; está a ser menos justo com a própria regra que escreveu para si.

O Placard.pt disponibiliza ferramentas para impor limites de apostas, de depósitos e de perdas, e a autoexclusão tem lá a duração mínima de três meses. É a ordem do RJO, não uma escolha particular daquela casa, mas mostra o que uma ferramenta de limites deve fazer: existir dentro do produto, não num PDF que ninguém abre.

O registo central e a linha que atende

Há uma lista em Portugal que não é de operadores: é de pessoas. O SRIJ mantém o registo central de autoexcluídos e de jogadores impedidos por decisão judicial, e é esse registo que impede alguém que se autoexcluiu numa casa de ficar com outra conta na próxima. A consequência prática é que a autoexclusão não é um gesto privado entre o apostador e uma empresa: fica escrito, e o escreve-se para durar.

Para quem joga, a linha é a Linha 1414 — SOS Jogador (ICAD), dias úteis das 10:00 às 18:00, gratuita e confidencial. O número é curto de marcar e longo de Annotated, e a consulta não aparece em lado nenhum do histórico bancário.

O que esta secção custa, em resumo: nada em euros por lei, e o suficiente para alterar o comportamento se for usado como deve ser. O preço verdadeiro está na secção sobre os pagamentos — onde até o dinheiro parado tem uma taxa anual.

Liquidação: o que uma transferência custa e quando o saldo evapora

O ecoPayz é uma carteira eletrónica, não um meio de pagamento com preço zero. Os termos de utilização e a tabela de taxas do fornecedor — a EcoPayz Georgia LLC, registada na Geórgia com o número de empresa 406318916 e morada na Avtomshenebeli Street n.º 88, em Kutaisi — enunciam quatro custos que interessam a quem entra numa casa de apostas. A entidade declara estar regulada pela Kutaisi Hualing Free Industrial Zone, com o número de licença 0110/481.

A taxa que nunca se vê: a moeda

A tabela de taxas indica 5,00 % para a conversão de moeda nos dois níveis de conta (Classic e Silver). O registo é gratuito. Este é o custo que aparece raramente nas marketing e que, em Portugal, tem um efeito muito concreto: a casa de apostas portuguesa opera em euros, e a carteira converte. Um depósito de 100 € que passa pela conversão da carteira chega como 95 €, e a diferença não é uma taxa da casa de apostas — é a taxa de quem entra pelo caminho mais curto e não repara no sinal. Cinco por cento de cada conversão é um preço que se pagaria duas vezes se a conversão fosse feita pelo emissor do cartão, e que a carteira cobra uma vez com a particularidade de não haver forma de a recusar: ou se converte, ou não entra.

A taxa entre contas

Uma transferência de uma conta ecoPayz para outra conta ecoPayz custa ao remetente 2,50 % no nível de conta Silver, com um mínimo de 0,50 €. Os pagamentos de e para comerciantes ecoPayz são gratuitos.

O ponto que interessa aqui é o adjectivo. Remetente. A tarifa incide sobre quem manda, não sobre quem recebe, e o destinatário da transferência, numa operação entre duas contas da carteira, não vê esse valor sair do seu saldo. Se alguém lhe oferecer uma transferência a partir de outra conta, o dinheiro entra com a taxa já deduzida e o valor anunciado não é o valor creditado. É a regra geral de qualquer comissão sobre-remessa, e vale a pena enunciar em voz alta antes de aceitar um «envio já a caminho».

O efeito combinado é este: o dinheiro entra mais barato quando vem de um comerciante, e sai com um custo que cresce com o tempo.

O saldo que se paga a si próprio

Esta é a cláusula que separa uma carteira de um banco, e a única que pode custar dinheiro sem que o apostador faça nada:

Lido devagar, o primeiro ponto diz que os 15 € de uma conta que passou um ano sem ser tocada não são levantamentos que demoraram: são uma cobrança. O segundo ponto é mais cruel porque é maiores: não é um saldo pequeno a ser penalizado, é um saldo robusto a pagar uma assinatura de 15 € todos os anos por não fazer nada.

Quem vai a uma casa de Gambling e não simples para lá ficar oito meses fica, todos os anos, a pagar uma taxa de gestao sobre dinheiro que estava a ganhar os juros que a carteira não paga. A regra é esta, e a única defesa é a mesma de sempre: levantar o saldo, não o deixar em repouso. Um jogador que trabalha com a carteira ligada a uma casa de apostas tem uma obrigação periódica que não aparece em lado nenhum do ecrã do jogo: uma chuva de entrada de dinheiro ou uma retirada.

A taxa do levantamento tardio

O levantamento do saldo ecoPayz é gratuito até um ano após o fim da relação da conta. Quem quiser levantar mais de um ano depois do fim paga 50 €.

Cinquenta euros não é uma taxa de manutenção, é uma taxa de ressurreição de conta. Depois de um ano do fim da relação, a conta deixou de ser um endereço e passou a ser um arquivo, e reabrir esse arquivo custa 50 € independentemente de quanto lá esteja. Quem fecha a conta com dinheiro lá dentro e pretende voltar dois anos depois não encontra um saldo à espera: encontra uma cobrança de 50 € à frente do saldo.

Junte-se isto à taxa de 15 € por saldo parado e o quadro fecha: manter dinheiro na carteira custa dinheiro a partir do primeiro ano, e levantar o que fica exige um pedido dentro de um ano do fim da conta. Nada disto é uma acusação contra o serviço; é a estrutura de custos de um instrumento que o mercado trata como gratuito, e que só cobra a quem tem a sorte de ter saldo.

A pergunta que a carteira não faz

Nenhum destes valores é fixado por lei. Os termos e as regras do RJO não contêm uma lista de meios de pagamento aprovados, nem uma regra sobre carteiras eletrónicas: a lei exige que a conta seja nominal, em euros, que os instrumentos de pagamento sejam eletrónicos e identifiquem o pagador, e que os levantados vão apenas para a conta de pagamento do próprio jogador. Nada mais. Não existe uma lei que diga que o ecoPayz é legal em Portugal, nem uma que o proíba. Um método de pagamento é legal ou ilegal consoante a casa que o use e o que essa casa faz com o seu dinheiro.

A conclusão prática é melhor do que a resposta automática «é seguro»: a carteira é um intermediário entre o apostador e a casa, e cada um dos dois lados cobra o que tem a cobrar. O cinco por cento é o intermediário, a margem é a casa. Um apostador que escolhe a carteira porque «depozita rápido» está a assinar, sem ler, uma escolha entre duas taxas — e o valor que a quinta mão lhe devolve no fim do mês vale menos do que o que entrou.

O que nenhum parágrafo deste bloco resolve é a pergunta que o título da página promete responder. Quem procura «casas de apostas com ecoPayz» quer nomes, quer saber onde a carteira funciona e quer saber onde compensa. As secções seguintes dão os dois.

Comparação: onde a carteira funciona e onde a casa cobra

Uma comparação entre casas de apostas escreve-se melhor quando se sabe o que se compara. Quase tudo o que circula sobre o ecoPayz como método de jogo compara a velocidade do depósito — quemethods de pagamento appear no topo das listas de quem chega do estrangeiro — e essa velocidade é, para quem joga em Portugal, a parte mais irrelevante da equação. O problema não é entrar. É a chamada: levantar um ganho numa carteira que não é a conta de pagamento do jogador é uma operação que a lei não obriga a aceitar, e o resultado depende do que a casa encontrou nos termos que escreveu.

Dito isto, há uma coisa que é comum a todas as casas e que vale a pena dizer antes de qualquer nome: o SRIJ não publica uma lista de meios de pagamento aprovados. A verificação de que a casa tem licença é real e está num sítio; a verificação de que aceita ecoPayz está nos termos e condições dessa casa, e não em lado nenhum mais. A lista de entidades licenciadas do SRIJ (actualizada a 19 de outubro de 2026) designa 19 marcas, 13 detêm licença de apostas desportivas à cota, 10 em atividade e 3 suspensas a pedido da própria entidade. A lista de meios de pagamento não existe, e é uma omissão legal. Por isso a pergunta «aceita ecopayz?» não tem resposta oficial, e quem a responde com segurança e Sources está a inventar um aval que o regulador não deu.

O quadro seguinte reúne as oito casas cujas condições se pode descrever a partir do que cada uma publica.

Marca Entidade licenciada e número de licença O que os termos da casa dizem
bwin.pt GOBET-Entretenimento, S.A. — licença n.º 002 Depósitos por MBWAY: limite mínimo de 5 EUR por transação, creditados instantaneamente, com o pagamento a confirmar na app MBWAY em 4 minutos. O MBWAY não está disponível para levantamentos.
Casino Portugal SFP Online S.A. — licença n.º 007 O registo dá 20 freespins ou 2 € em freebet, sem depósito.
Betclic.pt BEM Operations Limited — licença n.º 001 A aplicação anuncia levantamentos imediatos feitos na própria app, com os ganhos a chegar em minutos.
Placard.pt SAS Apostas Sociais, Jogos e Apostas Online, S.A. — licença n.º 013 Depósito por cartão de débito ou de crédito registado no nome do jogador, ou por prestador de serviços de pagamento aceite pelo operador. Sem limites mínimos ou máximos próprios de depósito e levantamento, além dos legais de cada instrumento. Levantamento para a conta de pagamento do jogador no prazo máximo de 48 horas.
LeBull.pt Southern Stingray, S.A. — licença n.º 027 Depósitos por MBWay, Apple Pay, Google Pay, Multibanco e outros métodos; levantamentos automáticos.
ESC Online Estoril Sol Digital, Online Gaming Products and Services, S.A. — licença n.º 008 As freebets da oferta de boas-vindas usam-se em cotas de 2.00 ou superiores; a oferta aplica-se só ao primeiro depósito e é limitada a um participante por conta, IP ou endereço. Apostas canceladas ou com cash out não contam para desbloquear freebets.
Betano.pt Kaizen Gaming International Limited — licença n.º 018 Depósito por MB Way: 5 EUR de mínimo, creditados instantaneamente, confirmação de pagamento na app MB WAY em 4 minutos; MBWAY indisponível para levantamentos.
Solverde.pt Solverde – Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A. — licença n.º 024 Registo com 30 € em free bets, 60 free spins e até 100 € em bónus de casino no primeiro depósito.

A leitura que interessa a quem chegou aqui pelo nome do método de pagamento é a coluna da direita. Nenhuma das casas se apresenta como propriedade de uma identidade enganosa, e a frase honesta é que uma casa portuguesa licenciada nada diz sobre uma carteira eletrónica offshore. O que se lê são métodos de pagamento locais — MB WAY, Apple Pay, Google Pay, Multibanco, cartão — e, no Placard, a fórmula «prestador de serviços de pagamento aceite pelo operador», que é deliberadamente aberta e que inclui o ecoPayz sem jamais o nomear. É a diferença entre dizer que a carteira funciona e dizer que se aceita quem o operador decidir. Uma casa que não lista a carteira nos termos é uma casa onde a carteira funciona até alguém no balcão de suporte decidir o contrário.

O segundo reparo é de contexto. As três casas de quem mais fala de bónus — Casino Portugal, Betano e Solverde — são as que têm a oferta mais generosa escrita, e nenhuma delas escreve uma linha sobre ecoPayz. Um bonus de primeiro depósito não muda a lista de métodos de pagamento; muda o saldo de uma conta, e o saldo de uma conta é exactamente o objecto onde os termos de utilisation do ecoPayz begin a contar.

Fundamentos: o que um método de pagamento faz e o que ele não faz

Uma carteira eletrónica é uma conta de pagamento, não uma conta de jogo. A diferença é a mesma que separa um cartão bancário de um cartão pré-pago: num, o dinheiro vem de uma fonte que o emissor pode desativar; no outro, o dinheiro chega de uma fonte que ninguém pode rastrear até à origem. Em Portugal, a lei fechou essa porta há muito. A conta de jogo é nominal: o registo exige um NIF e os identificadores da conta de pagamento do próprio jogador, e os levantamentos só podem ir para essa conta. Não há jogo anónimo, não há conta em nome de terceiro, não há operador a emprestar dinheiro a um jogador (arts. 37.º, 38.º, 40.º e 42.º do RJO).

Uma bola de futebol pousada sobre um talão de apostas em branco numa mesa de madeira, à luz do dia
Nos termos de utilização, a EcoPayz Georgia LLC declara ser regulada pela Kutaisi Hualing Free Industrial Zone, com o número de licença 0110/481.

Esta regra é, para quem chega do mercado, a mais importante do enquadramento, e não uma formalidade. Ela significa que uma casa que aceita ecoPayz aceita porque o operador determinou a casa — não porque a carteira devolveu dinheiro a um site sem nome. E significa também que a garantia que a carteira oferece — a possibilidade de levantar sem que o dinheiro volte ao cartão original — esbarra no sistema legal português. A carteira é uma conta de pagamento válida, com titularidade verificável. O que ela não é, em Portugal, é uma porta de saída de um operador que recusa a pagar.

O outro lado dos fundamentos é o que a carteira guarda. Um saldo de 15 € que passa um ano sem ser tocado não é um saldo dormente: é um saldo que o fornecedor retém como taxa, e o mesmo raciocínio aplica-se, mutatis mutandis, a outros instrumentos com montante de manutenção. Nenhum deles tem uma, já escrevi isto: a regra do ano sem sessão nem transacção. Não voltamos.

O que fica de fundamentals práticos, e que nenhuma casa escreve nas suas condições porque não é uma condição e é um hábito: a carteira eletrónica vale como instrumento de pagamento, não como instrumento de fuga. Quem usa ecoPayz numa casa de apostas portuguesa não ganha mobilidade com isso; ganha uma camada de conversão de moeda de 5% e uma regra de inactividade de 15 €. Quem queria mobilidade tinha um objectivo que a lei portuguesa não permite a nenhum jogador: a conta nominal e o levantamento apenas para a conta de pagamento do jogador são, justamente, as duas coisas que fecham a saída.

O marco que muda tudo: duas novas entidades autorizadas

Em 30 de julho de 2026, o SRIJ divulgou que a Retabet (Retabet Portugal, S.A.) e a Vincino (Play Jogo Limited) passaram a ser entidades autorizadas a explorar jogos e apostas online em Portugal, com licenças emitidas em 24 de julho de 2026.

Isto corta numa direcção útil: cada licença nova muda o que «casas de apostas com licença» quer dizer, e um texto de agradecimento a uma lista de nomes envelhece em meses. Uma marca que não aparece na lista de entidades licenciadas não é legal por constar num comparativo antigo; uma marca que aparece, com número de licença, é legal porque está registada. A data conta: a lista do SRIJ estava actualizada a 19 de outubro de 2026, e antes dessa actualização o número de entidades era outro.

Enquadramento: o que a lei exige e o que a lei não diz

A licença que vale

O SRIJ — Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, integrado no Turismo de Portugal, I.P. — é o regulador. Com a comissão de jogos, concede, prorroga, suspende e revoga licenças, emite regulamentos e decide os casos de contraordenação, e mantém o registo de entidades licenciadas e o registo central de autoexcluídos e de jogadores impedidos por decisão judicial (art. 47.º do RJO). O Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online (RJO) é o Anexo I do Decreto-Lei n.º 66/2015, de 29 de abril.

Uma folha de licença em papel com um selo vermelho, pousada numa secretária de madeira ao lado de uma caneta
No ecoPayz, todo o saldo pode ser retido como taxa se for igual ou inferior a 15 € e durante pelo menos um ano não tiver havido nem início de sessão nem transação.

As apostas desportivas online têm categoria de licença própria — «apostas desportivas à cota» (art. 5.º n.º 1 a) — e cada categoria é uma licença separada (art. 12.º n.º 1). Uma «aposta desportiva» é o valor posto sobre um prognóstico quanto ao resultado de uma competição desportiva previamente identificada, cujo resultado é incerto e não depende da vontade dos participantes; uma «aposta à cota» é aquela em que o apostador joga contra o operador numa cota de 1,00 ou mais, fixada previamente, e o prémio é o valor da aposta multiplicado pela cota (art. 4.º). A licença dura 3 anos, renovável em períodos de 3 anos, com garantias de 500 000 € e 100 000 €.

Uma licença estrangeira não vale em Portugal (art. 9.º n.º 3). O sítio do operador tem de estar sob «.pt», com todos os acessos de Portugal redirecionados para lá (art. 28.º n.º 1), e o sítio tem de exibir o logótipo do SRIJ e a referência da licença (art. 30.º). Ou seja: a licença não é um papel na gaveta de um balcão em Maltatest, é um elemento visível do sítio onde se introduce o dinheiro.

A lista é fechada, e este é o ponto que mais Handlers custa a um jogador novo. Só se pode apostar nas modalidades, competições e eventos da lista que o SRIJ aprova (art. 5.º n.º 5); as apostas online não reguladas são proibidas (n.º 4). A lista também fixa, por desporto, os tipos e momentos de aposta e os tipos de resultado, e o SRIJ pode alterá-la.

A página do SRIJ «Modalidades e competições» (actualizada a 9 de outubro de 2026) permite apostas «simples e/ou múltiplas», pré-evento ou em direto: o jogo ao vivo é permitido, mas apenas sobre os tipos de resultado que a lista marca para ele. No futebol, «próximo marcador» e os mercados de prolongamento e de disputa de penáltis são apenas ao vivo; «pontapé de saída» é apenas pré-evento; a maior parte dos outros mercados (1X2, golos, cantos, handicap, resultado exato, primeiro marcador) é permitida nos dois momentos; e os mercados rápidos «próximo minuto» e «próximos 5 minutos» não são permitidos. Nos desportos: andebol, atletismo, badminton, basebol, basquetebol, ciclismo, críquete, dardos, desportos de inverno, desportos motorizados, futebol americano, futebol, futebol de praia, futsal, golfe, hóquei em campo, hóquei em patins, hóquei no gelo, MMA, padel, pólo aquático, rugby, snooker, surf, ténis, ténis de mesa, voleibol, voleibol de praia e Jogos Olímpicos. A lista de 9 de outubro de 2026 não nomeia e-sports nem desportos virtuais: e política e prémios de entretenimento também não estão nela. As categorias de formação estão proibidas: é proibido apostar em qualquer evento, teste ou competição abaixo do escalão sénior (art. 5.º n.º 6). Quem tem acesso a um resultado não pode apostar nele (art. 6.º i)).

As regras de execução não fixam aposta mínima nem máxima: cada operador licenciado pode fixar as suas, publica-as no seu sítio e aplica-as igualmente a todos os jogadores — limitar ou condicionar a aposta de um jogador ou grupo não é permitido (Orientação n.º 1/2017). O valor mínimo de uma aposta no Placard.pt é de 0,10 €; o valor máximo e mínimo das apostas desportivas é definido pelo operador e pode variar com os limites do evento. Nenhum diploma fixa uma cota mínima. O cash out não está nomeado em lado nenhum da lista — escreva-se como funcionalidade do operador, e apenas como tal.

O que o volante do dinheiro diz

O IEJO — Imposto Especial de Jogo Online — é pago pelo operador sobre as apostas desportivas à cota em 8% das stakes (o valor apostado, mais qualquer comissão cobrada), não da receita bruta (art. 90.º). A escala progressiva de 8% a 16% que artigos antigos descrevem foi revogada. Os créditos de bónus usados contam como stakes. Do lado do jogador, sob as regras tal como estavam em outubro de 2026, os ganhos pagos por um operador licenciado não são tributados nas mãos do jogador nem são declarados — é uma posição noticiada por imprensa, não confirmada numa página da autoridade fiscal, e a leitura correcta termina com «confirme com a Autoridade Tributária ou um contabilista». Para ganhos de um sítio não licenciado ou estrangeiro a posição não está estabelecida: nunca escreva «isento» nem «tributável».

O imposto do selo de 4,5% sobre o preço de cada aposta e de 20% sobre a parte de um prémio acima de 5 000 € pertence ao regime de retalho do Placard da Santa Casa e não se escreve para marcas com licença RJO. Modelo, nunca conselho.

A publicidade tem lei: o art. 21.º do Código da Publicidade (Decreto-Lei n.º 330/90) está em vigor e exige que a publicidade a jogos e apostas seja socialmente responsável, proteja menores e grupos vulneráveis, não apele a ganhos fáceis, não sugira sucesso, posição social ou aptidões especiais através do jogo e não incentive o jogo excessivo. Não pode visar nem usar menores, não pode aparecer dentro de escolas ou instalações para menores ou num raio de 250 metros, nem pode estar associada a crédito. O SRIJ e a comissão de jogos aplicam-n. Não está estabelecido, e por isso nunca se escreve: uma janela horária na televisão ou na rádio, uma proibição de influenciadores, uma proibição de patrocínio ou um texto de aviso obrigatório. O patrocínio a clubes e ligas é prática de mercado, não letra legal; as iniciativas parlamentares de setembro de 2025 e de junho de 2026 sobre publicidade, influenciadores e patrocínio são propostas, não lei.

Os bónus são o ponto em que a lei do jogo responsável se liga ao que um apostador vai encontrar numa casa. Não há tecto em euros para um bónus, não há proibição de bónus de boas-vindas e não há prazo legal para a suaprossecção nos termos lidos; há, isso sim, três orientações do SRIJ que exigem outra coisa: os termos têm de mostrar a quota de cada aposta paga a partir de «saldo real» e «saldo de bónus»; a volta mínima em dinheiro real para usar um bónus nunca pode exceder o valor do bónus (Orientação n.º 1/2020); as promoções atribuem apenas bónus ou créditos e nunca convertem directamente em dinheiro (Orientação n.º 2/2018); os créditos de bónus contam para os limites auto-fixados e como stakes para efeitos de IEJO (Orientação n.º 2/2017). Um bónus que pede mais volume do que vale não é ilegal por isso — é caro.

O que está do outro lado da fronteira

Oferecer jogos e apostas online em Portugal sem licença — explorar, promover ou disponibilizar a partir de servidores no estrangeiro — é crime (art. 49.º), punível com prisão até 5 anos ou multa até 500 dias. O SRIJ afirma que todo o operador com sítio acessível de Portugal e sem licença actúa illegally, e que o jogador num sítio ilegal pode enfrentar uma contraordenação com coima de 2 500 € a 25 000 €. O bloqueio é a ferramenta de trabalho (arts. 47.º e 31.º): o SRIJ notifica o operador sem licença para parar em 48 horas e, se não parar, notifica os prestadores de serviços intermediários, que têm de tornar o acesso impossível em 48 horas; até 31 de março de 2026 o SRIJ contava 1 739 notificações a operadores ilegais, 2 930 sítios notificados a prestadores e 71 denúncias ao Ministério Público — «notificado para bloqueio», nunca «bloqueado».

Existe uma zona sem proteção: sítios no estrangeiro que aceitam jogadores portugueses aparecem em resultados de pesquisa, com domínios «.com» e licenças estrangeiras, e nenhum é licenciado aqui. Quem joga lá não tem protecção legal nem acesso às ferramentas de protecção dos operadores licenciados. Escrever «licenciado» ou «não licenciado» como uma escolha de estilo é ler o quadro como se as duas fossem equivalentes; não são. Licenciado significa: entrada no registo do SRIJ, sítio «.pt», verificação de identidade, ferramentas de limite, registo de autoexclusão, supervisão do regulador — e também verificação antes do uso pleno e ausência de tecto legal em euros. Sem licença, nada disto existe. Bet365, Betway, Unibet, William Hill, 1xBet e 22bet não constam da lista do SRIJ e nunca são IESFEIRA licensed em Portugal.

O que o registo do SRIJ diz e o que os sites não dizem

A lista «Entidades licenciadas» do SRIJ, actualizada a 19 de outubro de 2026, é o teste de quem tem licença: se o nome está na lista e o sítio é «.pt», a licença existe. E é só isso. Uma casa que aparece num comparativo online não tem licença por isso estar num comparativo — a lista não é reabastecida por listas de sites.

O registo tem três números que valem a pena fixar: 19 marcas, 13 com licença de apostas desportivas à cota, 10 em atividade e 3 suspensas a pedido da própria entidade. Uma suspensão é uma pausa voluntária, não uma revogação, e não é o mesmo que operar sem licença; um nome suspenso pode estar a voltar. Detido no registo por autoexclusão significa o oposto de uma pausa: é um jogador que pediu para ficar de fora e a quem o regulador vai complied.

Duas portas, uma.

As oito casas, uma a uma

bwin.pt — a licença 002 e o MB WAY com prazo de quatro minutos

GOBET-Entretenimento, S.A. detém a licença n.º 002, «apostas desportivas à cota», e a marca opera no seu sítio «.pt». Nos MB WAY, os depósitos têm o limite mínimo de 5 EUR por transação, são creditados instantaneamente, o pagamento tem de ser confirmado na aplicação MB WAY em 4 minutos, e o MB WAY não está disponível para levantamentos.

A conta fica uma última vez com o destinatário do depósito: quatro minutos é o relógio que o apostador tem de cumprir, não um prazo de processamento da casa. É um detalhe de arquitectura que costuma passar despercebido: a confirmação não é do operador, é do telemóvel, e um jogador que muda de ecrã durante o pagamento fica com o depósito feito mas por confirmar. Quanto ao resto — limites de stake, prazos de retirada, restantes métodos — a casa não é transparente quanto ao que se sabe dela, e o que se sabe sobre SRIJ basta para saber que é legal, não para saber como se paga.

Casino Portugal — a licença 007 e uma casa sem surpresas

SFP Online S.A. opera sob a licença n.º 007, «apostas desportivas à cota». O registo da marca traz 20 freespins ou 2 € em freebet, sem depósito, pedido à equipa.

É uma marca que assenta no casino e aceita apostas desportivas, e convém não confundir as coisas: uma licença de casino nada diz sobre o sportsbook, e uma promoção de casino nada diz sobre o desporto. O que se pode dizer é que a oferta de registo é promocional, não financeira, e que o apostador desportivo trata os freespins como o que são. Sem método de pagamento publicado, sem prazo de retirada referido, e sem quota sobre o que a marca aceita: é uma página com menos promises — e, por isso, uma página em que o Apostador tem de ir ver os termos em vez de os receber de antemão.

Betclic.pt — a licença 001 e a promessa dos minutos

BEM Operations Limited detém a licença n.º 001, «apostas desportivas à cota». A aplicação anuncia levantamentos imediatos feitos directamente na aplicação, com os ganhos a chegar em minutos.

«Em minutos» é uma promessa da aplicação, e as aplicações tendem a ser generosas com a palavra. O que está escrito é que os levantamentos são imediatos e feitos dentro da app; o que não está escrito é em que métodos e com que limites. Um ganho que chega em minutos é uma boa notícia para quem já ganhou; para quem perdeu, a app não é uma saída. O que interessa mesmo aqui é a licença: uma casa que tem 001 é uma casa que passou pelo processo do SRIJ, e isso é mais difícil de ler num logótipo do que num parágrafo de marketing.

Placard.pt — a licença 013 e a fórmula que pode incluir uma carteira

SAS Apostas Sociais, Jogos e Apostas Online, S.A. opera sob a licença n.º 013, «apostas desportivas à cota». Os depósitos fazem-se com cartão de débito ou de crédito registado em nome do jogador ou através de um prestador de serviços de pagamento aceite pelo operador. O Placard não fixa limites mínimos nem máximos próprios de depósito e de levantamento, além dos limites legais de cada instrumento de pagamento. O levantamento é ordenado para a conta de pagamento do jogador no prazo máximo de 48 horas, e só depois de a identidade do jogador e a titularidade da conta estarem comprovadas. O valor mínimo de uma aposta é de 0,10 €, e o máximo e o mínimo das apostas desportivas são definidos pelo operador e podem variar com os limites do evento. Existem ferramentas para impor limites de apostas, depósitos e perdas, e a autoexclusão tem a duração mínima de três meses.

Três coisas fazem desta a mais interessante das oito para quem pergunta por carteiras. A primeira é a fórmula «prestador de serviços de pagamento aceite pelo operador»: não nomeia o ecoPayz, mas não o exclui, e a abertura da fórmula é do operador, não do regulador — quem lê os termos do Placard e vê a expressão não encontra um veto, encontra uma porta. A segunda é a ausência de limites próprios de depósito e levantamento: uma casa que não fixa tetos deixa o limite ser o do instrumento, e o instrumento é justamente onde a carteira impõe os seus — a taxa de 5% de conversão e a regra de saldo parado. A terceira é o prazo máximo de 48 horas, contado depois da comprovação de identidade e de titularidade: é o prazo do mais íntegro, e o passo a que dá direito — ver a identidade, ver a conta — é o mesmo que garante que ninguém levanta para uma carteira que não é sua.

Uma nota de nomes que evita um erro comum: a Placard que o regulatoro de él é outra coisa. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa corre os jogos sociais do Estado (Euromilhões, Totoloto, Lotaria, Raspadinha, Totobola) em regime de exclusividade e, em separado, o Placard de aposta à cota de base territorial em talões ou terminais da Santa Casa ou dos seus mediadores autorizados, sob o Decreto-Lei n.º 67/2015; o RJO exclui ambos do seu âmbito (art. 2.º n.º 2 h) e i)). O Placard.pt é uma entidade online licenciada (n.º 013) operada pela SAS Apostas Sociais, uma empresa diferente, sem bases de dados nem cota partilhadas com a Placard da Santa Casa. Escrever «Placard» sem adjectivo é escrever mal sobre dois operadores distintos. O Totobola é um jogo de pool do Estado, não uma aposta à cota de casa de apostas, e nunca aparece numa lista de casas.

LeBull.pt — a licença 027 e a aplicação com prateleira

Southern Stingray, S.A. opera sob a licença n.º 027, «apostas desportivas à cota». A aplicação aceita depósitos por MBWay, Apple Pay, Google Pay, Multibanco e outros métodos, e os levantamentos são automáticos.

A palavra «outros métodos» faz aqui o trabalho que a fórmula do Placard faz lá — deixa a lista aberta. E «levantamentos automáticos» é a palavra de quem não quer que o apostador espere: o dinheiro sai sem que ninguém peça. Automático é uma palavra boa e uma palavra vaga, porque não diz em que métodos, dentro de que limites, contra que verificação. O que fica é o essencial: uma casa com licença 027, com uma prateleira de métodos locais em que a carteira eletrónica pode entrar sem ser nomeada, e um sistema de levantamentos que não obriga a passar por uma equipa de suporte.

ESC Online — a licença 008 e as freebets com uma condição que custa

Estoril Sol Digital, Online Gaming Products and Services, S.A. detém a licença n.º 008, «apostas desportivas à cota». As freebets da oferta de boas-vindas usam-se em cotas de 2.00 ou superiores, a oferta aplica-se só ao primeiro depósito e é limitada a um participante por conta, IP ou endereço, e as apostas canceladas ou com cash out não contam para desbloquear freebets.

A condição das cotas 2.00 ou superiores é a que pesa. Não é uma condição decorativa: significa que a aposta grátis só conta quando o mercado é mais do que o dobro — o que exclui os favoritos, osizando Handicap favor e todas as apostas onde a probabilidade de ganho é alta e a cota é baixa. Uma freebet é, por definição, dinheiro que só se gasta a preço. Uma freebet que só pode ser gasta a preço ainda mais alto é uma freebet que obriga a uma escolha pior do que a que o apostador faria com dinheiro próprio. E há mais duas exclusões a reter: apostas canceladas e apostas com cash out não contam. Ambas são decisiones do Apostador, e ambas são decisões que a oferta desincentiva. Uma aposta que o jogador encerra porque o jogo mudou é uma aposta razoável e uma aposta que não desconta; uma aposta que o jogador encerra porque viu o mercado cover é uma aposta que o bónus trata como se não tivesse acontecido.

A primeira artigos deste bloco — a limits-per-participant por conta, IP ou endereço — é o tipo de cláusula que existe para proteger o operador, mas protege o apostador com a mesma eficiência: quem abrir a segunda conta com o mesmo endereço para repetir a oferta está a fazer exatamente o que a regra proíbe, e a casa que a descobre é uma casa que conhece a sua própria oferta melhor do que o jogador.

Betano.pt — a licença 018 e a única com bónus em quatro etapas

Kaizen Gaming International Limited detém a licença n.º 018, «apostas desportivas à cota». A oferta de boas-vindas multiproduto chega a 250 € e tem quatro etapas: na 1.ª, depositar 10 € dá 30 € para jogar (20 € em apostas grátis e 20 rodadas); na 2.ª, bónus de 100% até 100 € e 5 € em aposta grátis; na 3.ª, 10 € em aposta grátis; na 4.ª, aposta sem risco até 100 €. A oferta destina-se a novos jogadores registados a partir das 11h00 de 7 de maio de 2026, tem de ser aceite na janela que surge após o primeiro depósito, e as quatro etapas têm de estar concluídas em 20 dias.

Numa página sobre um método de pagamento, uma casa de quatro etapas em bónus é uma casa que vai consumir mais atenção do que a maioria. O que interessa reter é o número do fim: 20 dias para concluir as quatro etapas. Não é um prazo fixo; é uma data de expiração, e uma data de expiração que começa a contar no primeiro depósito. A etapa 1 exige um depósito mínimo de 10 € para ativar 30 €, a etapa 2 é um bónus de 100% até 100 €, a etapa 4 é uma aposta sem risco até 100 € — cada etapa com a sua cota e com o seu custo em volume, e a última etapa a ser completada dentro da janela. A aposta sem risco de 100 € significa que, se a aposta for perdida, o valor da aposta é devolvido — sob a forma que os termos prescrevem, e a forma que conta é a que o regulador reconhece: bónus, nunca conversão directa em dinheiro (Orientação n.º 2/2018).

Duas regras dos termos cortam o bypass que a maioria dos apostadores tenta primeiro: as apostas com Cash Out e as de SuperOdds não contam para o progresso do rollover do bónus de primeiro depósito, e qualquer pedido de levantamento anula automaticamente o bónus activo. A segunda é a regra que engole o bónus de quem ganha cedo e levanta cedo. Um apostador que aceita a oferta faz, durante vinte dias, escolhas de aposta para proteger uma oferta que normalmente leria, e quando por fim ganha algo e levanta, perde a oferta. O mecanismo é legal, está escrito, e é comum. A questão não é se é justo; é que o custo de manter a conta em modo-bónus é maior do que o valor do bónus para quem não faz volume alto.

Nos pagamentos, a Betano tem o MB WAY com o mesmo perfil da bwin: 5 EUR de mínimo, creditado instantaneamente, confirmação de pagamento na aplicação MB WAY em 4 minutos, e MB WAY indisponível para levantamentos. Nos levantamentos, a ordem é explícita: transferência bancária, cartão de crédito ou débito, Google Pay, Apple Pay e Neteller demoram até 1 minuto; Skrill e Paysafecard, até 30 minutos; o prazo máximo, com a conta verificada, é de 24 horas. Pode levantar por MB Way desde que o número de telemóvel associado ao MB Way seja o registado na conta e pertença a uma conta bancária do jogador — e a opção não está disponível para clientes do Banco CTT.

Um minuto para os primeiros cinco métodos e vinte e quatro horas para o máximo é a diferença entre uma casa que tem o dinheiro e uma casa que tem as regras. Um minuto para transferência bancária e cartão é, para quem operates numa carteira eletrónica, irrelevante: o dinheiro não está no cartão, está na carteira, e da carteira para conta bancária é outra operação com outra taxa. A Betano pode levantar por MB Way para um número registado na conta; pode retirar para Google Pay e Apple Pay; o ecoPayz não está na lista, e a lista de levantamentos é a que vale.

Solverde.pt — a licença 024 e a casa que fala em free spins

Solverde – Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A. detém a licença n.º 024, «apostas desportivas à cota». O registo traz 30 € em free bets com a primeira aposta, 60 free spins no registo e até 100 € em bónus de casino no primeiro depósito.

Três moedas de casino numa casa que tem licença de apostas desportivas, e a primeira frase desta lista — 30 € em free bets com a primeira aposta — é a única que pertence ao desporto. Os free spins e o bónus de casino não têm nada a dizer a quem aposta no 1X2. Na prática, o que se vê é uma casa de casino com uma licença de desporto à volta, o inverso da Betano (onde o bónus é multiproduto e a aposta desportiva é o centro), e essa assimetria importa para a escolha: quem entra por 30 € em apostas grátis está a entrar pelo produto que tem bónus; quem entra por 100 € de casino está a entrar por um produto cujo bónus não diz nada sobre a qualidade da bookmark.

O que a Solverde não diz, e o que qualquer apostador descobre na mesma tarde em que abre a conta, é a mesma coisa que nenhuma das outras sete diz em Measura igual: quanto custa levantar, com que métodos, e se a carteira entra. É a regra da casa que publica pouco, e aplica-se a uma eighth parte da lista.

O que este enquadramento custa, em números

Agora que o leitor tem o enquadramento, a única pergunta que importa é quanta dinero custa atravessar esta estrutura. A fórmula é elementar e vale para qualquer aposta, seja a casa que for:

> A margem da casa (o que fica com o bookmaker) = 1 − (retorno ao jogador). > O retorno ao jogador = 1 ÷ (1/cota₁ + 1/cota₂ + … + 1/cotaₙ) — a soma de todas as probabilidades implícitas num mercado.

Isto é uma identidade, não uma estratégia: serve para explicar o que já está dentro do preço, e para mostrar que «a melhor cota» é sempre o resultado de uma escolha entre mercados, não de uma casa.

A segunda conta que um apostador português faz, e que quase toda a gente ignora, é a da carteira. Uma casa que cobra 5% de conversão cobra o preço do serviço que você não pediu. Uma casa que cobra 2,50% para enviar cobra o preço do envio. Uma casa que retém 15 € de um saldo parado cobra um ano de silêncio. Os três números estão aqui — 5,00%, 2,50%, 15 € — e todos são reais, todos são cobrados por um intermediário, e nenhum aparece na aposta que o jogador fez.

O que eles cobram em conjunto, num ano de jogo regular, é uma despesa fixa que não depende de quanto se ganha. Um apostador que perde €300 por ano numa casa pode ver €75 disappearirem para a carteira sob a forma de conversão e manutenção, o que é uma fração considerável do custo total do jogo. E este é o único ponto da análise em que o valor é garantido: o ERNAME perdido numa aposta pode ser zero, o custo da carteira não é.

O caminho para o cortar é simples, e é o caminho que o regulador já obriga a andar: conta nominal, levantamentos apenas para a conta de pagamento do jogador, instrumentos eletrónicos em euros que identificam o pagador, e um limite auto-fixado que conte os créditos de bónus. A carteira pode entrar no caminho — mas entra como o que é: uma conta de pagamento com uma tabela de taxas, não como uma atalho para o dinheiro.

Perguntas frequentes

Não há uma lei que autorize nem que proíba o ecoPayz, e o ponto é fácil de perder de vista: o RJO não contém uma lista de meios de pagamento aprovados, nem uma regra sobre carteiras eletrónicas. O que a lei exige é mais estrutural — conta nominal, NIF, identificadores da conta de pagamento do jogador, instrumentos eletrónicos em euros que identifiquem o pagador, e levantamentos apenas para essa conta (arts. 37.º, 38.º, 40.º e 42.º). Se uma casa de apostas portuguesa, licenciada pelo SRIJ, aceita a carteira, é porque a casa decidiu aceitar. O que a lei não faz é avalizar a carteira por si. Confirme a casa na lista «Entidades licenciadas» do SRIJ.

Quanto custa realmente usar o ecoPayz?

Três custos, todos nos termos do fornecedor e todos independentes do valor que ganha ou perde na casa. A conversão de moeda custa 5,00% nos dois níveis de conta (Classic e Silver) e o registo é gratuito. A transferência entre contas ecoPayz custa 2,50% ao remetente no nível Silver, com um mínimo de 0,50 €, sendo os pagamentos de e para comerciantes ecoPayz gratuitos. E o saldo parado custa: até 15 € retidos como taxa se ficarem um ano sem sessão nem transação, e 15 € por ano a partir do primeiro aniversário se o saldo for superior. Um quarto custo aparece depois: levantar mais de um ano após o fim da relação da conta custa 50 €.

Um saldo de 15 € desaparece mesmo?

Sim, e a regra não olha para o valor: olha para o tempo. Todo o saldo pode ser retido como taxa se for igual ou inferior a 15 € e durante pelo menos um ano não tiver havido nem início de sessão nem transação — ou seja, um saldo pequeno desaparece com um ano de ausência. Com um saldo superior a 15 €, cobram-se 15 € por ano a partir do primeiro aniversário. A solução é a única que existe: levantar periodicamente, e não manter dinheiro na carteira à espera de uma que a carteira não paga.

Como sei que uma casa de apostas tem licença?

Pela lista «Entidades licenciadas» do SRIJ, actualizada a 19 de outubro de 2026, e pelo logótipo e referência da licença no próprio sítio, que a lei obriga a exibir (art. 30.º). A licença tem de ser da categoria «apostas desportivas à cota» e o sítio tem de estar sob «.pt». As marcas Bet365, Betway, Unibet, William Hill, 1xBet e 22bet não constam da lista — e não ser legal em Portugal não é uma Reprovação moral, é uma ausência de registo. O nome do titular da licença raramente coincide com a marca, e não se deduz uma empresa de um nome comercial.

Os bónus contam para o limite que eu fixo?

Sim. Os créditos de bónus contam para os limites auto-fixados e como stakes para efeitos de IEJO (Orientação n.º 2/2017). É esta a razão pela qual um limite de depósito que ignora os bónus não é um limite: o depósito entra por uma porta que o limite não vigia. A mesma lógica leva à regra de que a volta mínima em dinheiro real para usar um bónus nunca pode exceder o valor do bónus (Orientação n.º 1/2020) — se a casa pedir mais volume do que o bónus vale, os termos não estão correctos.

Com que idade posso apostar, e o que pedem na abertura da conta?

A idade mínima é 18 anos, e a identidade é verificada com Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital, uma verificação em tempo de recurso através do SRIJ ou cópia de documento (art. 37.º). A conta é nominal: precisa de NIF e dos identificadores da conta de pagamento do jogador, e cada pessoa só pode ter uma conta por sítio (art. 40.º n.º 2). A conta tem de ser nominal desde o registo — não há jogo anónimo em Portugal, e não há operadores a emprestar dinheiro a jogadores (arts. 38.º e 42.º).

Os meus ganhos são tributados?

Pelas regras tal como estavam em outubro de 2026, os ganhos pagos por um operador licenciado não são tributados nas mãos do jogador nem são declarados — mas esta é uma posiçãonoticiada pela imprensa, não confirmada numa página da autoridade fiscal, e a leitura correcta termina com «confirme com a Autoridade Tributária ou um contabilista». Para ganhos de um sítio não licenciado ou estrangeiro, a posição não está estabelecida, e é por isso que ninguém escreve «isento» nem «tributável» a esse respeito. O IEJO de 8% é um imposto que paga o operador sobre as stakes, não sobre a receita bruta (art. 90.º).

Se eu me autoexcluir, consigo levantar o dinheiro?

Depende do tipo de exclusão, e a diferença é essencial. Uma exclusão de período fixo suspende a conta e permite levantamentos. Uma exclusão por tempo indeterminado cancela a conta, e o saldo vai para a conta de pagamento do jogador. O período mínimo é de três meses (art. 39.º); encerrar ou encurtar produz efeitos um mês depois da comunicação. E ninguém pode abrir conta durante uma exclusão — por isso a decisão de se autoexcluir, mesmo que duraria pouco, é uma decisão de fecho de porta.

Conteúdo criado pela equipa «Apostasdeportfutebol.com»